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Lula e Joseph Stiglitz debatem avanços na economia brasileira e novas propostas para o G20

Presidente Lula e Nobel de Economia Joseph Stiglitz debatem desenvolvimentos econômicos recentes do Brasil

Lula e Stiglitz discutem a economia brasileira
Lula e Stiglitz discutem a economia brasileira

Em encontro realizado na tarde desta quarta-feira (13), o ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o laureado com o Nobel de Economia (2001), Joseph Stiglitz, discutiram os avanços da economia brasileira. Lula agradeceu a Stiglitz pelas observações positivas feitas acerca das recentes reformas fiscais e da evolução dos índices de crescimento econômico e desemprego.

O ex-presidente também mencionou o relançamento de 42 programas de inclusão social que haviam sido abandonados pela gestão anterior, o lançamento de um novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a restauração da imagem externa do Brasil.

Como Lula planeja priorizar as pessoas nas discussões do G20?

A partir de dezembro próximo, o Brasil assumirá a presidência do G20. Durante o encontro, Lula e Stiglitz trocaram impressões sobre essa responsabilidade. Lula manifestou sua intenção de fazer com que as pessoas sejam o centro das discussões do bloco, promovendo maior envolvimento de cidadãos e movimentos sociais.

E qual será a proposta do Brasil para o G20?

Na visão do ex-presidente, a liderança brasileira deve se concentrar em frentes como o combate à pobreza e a redução de todas as formas de desigualdade. A sustentabilidade – abrangendo aspectos econômicos, sociais e ambientais – e a reforma das instituições de governança internacional, especialmente na área financeira, também estão entre as prioridades.

Qual novo modelo de atuação dos bancos multilaterais de financiamento é necessário?

Para atender aos objetivos citados, Lula e Stiglitz concordaram sobre a urgência de estabelecer um novo padrão para os bancos multilaterais de financiamento. Esse novo sistema deverá viabilizar a transição ecológica e energética e tratar questões como o elevado endividamento dos países do Sul Global e a redução da pobreza, que exigem grandes investimentos e não podem ser solucionadas em uma conjuntura de altas taxas de juros.
Propostas em análise incluiriam a conversão de partes das dívidas dos países em desenvolvimento em investimentos verdes e em infraestrutura.

Para efetuar essas mudanças, Lula e Stiglitz reforçaram a importância do envolvimento dos bancos centrais e do setor financeiro privado. Ambos acreditam que existe atualmente um cenário político favorável para essas discussões, inclusive no âmbito de entidades como o FMI e o Banco Mundial.