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Governo pressiona Petrobras sobre dividendos e futuro da Braskem: Mudanças à vista?

Governo pressiona Petrobras sobre política de pagamento de dividendos

Petrobras enfrenta pressão do governo sobre dividendos
Petrobras enfrenta pressão do governo sobre dividendos

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva retomou a pressão sobre a Petrobras (PETR4) em relação ao pagamento de dividendos aos acionistas, com um recado expresso pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa. Nesse sentido, a orientação do governo à estatal mudou, visando a reinvestir os recursos em vez de distribuí-los aos acionistas.

Essa postura gerou questionamentos por parte de alguns especialistas, que entendem que a estatal deveria absorver parte do choque das cotações internacionais do petróleo, em vez de repassar para os preços dos combustíveis nas refinarias.

Histórico e críticas sobre os dividendos da Petrobras

A atual política de pagamento de dividendos da empresa foi estabelecida no fim de 2011. Contudo, logo em fevereiro, teve início o conflito entre Rússia e Ucrânia, ocasionando disparada na cotação internacional do petróleo. Diante desse cenário, a Petrobras anunciou três pagamentos de dividendos ao longo do ano passado, o que gerou retornos expressivos aos acionistas.

Diante desses acontecimentos, o governo decidiu cortar impostos federais e estaduais sobre a gasolina e outros derivados de petróleo, mas não alterou os dividendos da empresa. Agora, após a vitória de Lula nas eleições, a Petrobras anunciou o pagamento de vastos proventos referentes ao primeiro trimestre. A companhia afirmou que pretende “aperfeiçoar” a política, o que deve ocorrer antes do próximo balanço.

O caso Braskem e o posicionamento da Petrobras

Em meio à pressão do governo sobre os dividendos, a Petrobras ainda lida com uma decisão importante envolvendo a Braskem (BRKM5). Rumores sugeriram que a estatal considerou aumentar sua participação na petroquímica, porém a Petrobras informou recentemente que está desenvolvendo análises para definição da melhor alternativa de execução de sua estratégia no setor petroquímico e afirmou que não há “qualquer decisão da Diretoria Executiva ou do Conselho de Administração em relação ao processo de desinvestimento ou de aumento de participação na Braskem.”

Até o momento, a Novonor recebeu duas propostas de compra de sua participação de 50,1% no capital ordinário da Braskem. Sendo a segunda maior acionista, com 47% das ações votantes, a Petrobras desempenha um papel crucial na concretização da venda, conforme informações de fontes do setor.

Diante desse cenário, cabe aguardar as próximas ações da Petrobras e do governo em relação à política de dividendos e à questão envolvendo a Braskem, sendo esses pontos fundamentais para o futuro da companhia e dos investidores envolvidos.