no , ,

ABASTECER Pode Se Tornar Um Pesadelo Veja o Reajuste

Atualmente, a gasolina está 55 centavos mais cara do que no final do ano passado.

gasolina sobe e assusta motoristas
gasolina sobe e assusta motoristas

A situação não está fácil para os motoristas brasileiros quando se trata de abastecer seus veículos com gasolina. Desde março, o preço do combustível nas bombas vem subindo, colocando ainda mais pressão sobre a renda dos condutores.

Embora o preço tenha permanecido estável na semana passada após duas semanas de alta, o valor médio da gasolina continua muito alto em todo o país. O que é uma notícia desanimadora para os consumidores. Segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do litro de gasolina ficou em R$ 5,51, mas em alguns estados, o preço ultrapassou a marca de R$ 6,00.

Para se ter uma ideia da dimensão desse aumento, o preço médio da gasolina no final de 2022 era de R$ 4,96. Em outras palavras, desde então, o combustível acumulou uma forte alta de 11,1%, afetando significativamente o bolso dos motoristas.

Essa alta acentuada ocorreu principalmente após o início da cobrança do PIS/Cofins sobre a gasolina e o etanol hidratado em março deste ano. Na última semana de fevereiro, o aumento acumulado no ano era de apenas 2,4%, o que equivalia a 12 centavos por litro. Desde então, a gasolina ficou 55 centavos mais cara, em comparação com o final do ano passado.

Reajustes de preços da gasolina em 2023

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) monitora os preços de milhares de postos de combustíveis em todo o país. E divulga semanalmente os valores médios da gasolina, etanol hidratado e óleo diesel, bem como os preços em cada unidade federativa.

Apesar de a gasolina ter acumulado uma forte alta em 2023, seu preço está 24,21% menor do que há um ano. Isso significa que a gasolina, que foi vendida a R$ 5,51 na semana passada, está R$ 1,76 mais barata do que no mesmo período de 2022, quando o preço médio era de R$ 7,27 por litro.

Em meados do ano passado, o ex-presidente Jair Bolsonaro promoveu isenções fiscais sobre os combustíveis, reduzindo seus preços que eram elevados no país. Este ano, o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, prorrogou essa desoneração até os primeiros meses, adotando algumas medidas para alcançar este objetivo.

O presidente Lula reduziu a zero as alíquotas dos impostos federais PIS/Pasep e Cofins que incidem sobre gasolina, álcool, querosene de aviação e gás natural veicular até 28 de fevereiro de 2023, além de zerar a Cide sobre a gasolina até o mesmo período. Ele também reduziu a zero as alíquotas dos impostos federais PIS/Pasep e Cofins que incidem sobre diesel, biodiesel, gás natural e gás de cozinha até 31 de dezembro de 2023.

Assim, a gasolina e o etanol voltaram a ter impostos cobrados sobre seus preços no início de março, o que aumentou os preços dos combustíveis no país. No entanto, no acumulado de 12 meses, os motoristas estão pagando bem menos do que em abril de 2022.

Em resumo, o preço atual da gasolina está mais baixo do que no mesmo período do ano passado, mas está mais caro do que no final de dezembro de 2022. Os motoristas devem escolher a base de comparação que mais lhes convém.

Regiões onde a gasolina está mais cara

É interessante observar que os preços variaram em diferentes regiões do país e em diferentes unidades federativas.

Enquanto alguns estados experimentaram uma queda no preço médio da gasolina, outros experimentaram um aumento, com Santa Catarina e Ceará tendo os maiores aumentos.

É importante notar que os estados da região Norte tiveram os preços médios mais altos do país, com o Amazonas liderando a lista com um preço médio de R$ 6,50 por litro de gasolina.